Por que o câncer ainda nos assusta?

O câncer não seria contra a premissa básica da medicina que é a de curar doenças?

Diversas doenças consideradas avassaladoras em seu mais amplo espectro se renderam aos avanços científicos e tornaram-se contos parafraseados em livros de História ou voltados para estudantes da área da saúde. Tuberculose, tifo, varíola, gripe Espanhola, febre amarela, sarampo e poliomielite são alguns dos exemplos. Por outro lado, os avanços da ciência, muitas vezes, não são capazes em acompanhar a rapidez da necessidade de outras enfermidades que são, geralmente sinônimos de agonia – câncer, por exemplo.

Muitos dos leitores são testemunhas dos últimos avanços na área da medicina: Projeto Genoma Humano, pesquisa com células tronco, terapias alvo dirigidas para o tratamento de determinados tipos de câncer, coquetéis antiretrovirais para pacientes soropositivos para o HIV, vacinas para o Papiloma Vírus Humano (HPV – Gardasil® e Cervarix®), transplante de face, membros biônicos e a lista se faz infinita.

Alguns dos leitores devem se perguntar: Com todo esse arsenal por que não avançamos quantitativamente para uma vacina efetiva no tratamento do câncer? Por qual razão essa doença ainda nos assusta? Não só nos assusta, mas condena e nos faz reféns de processos que não podemos controlar. Fatores externos como os ambientais influenciam no início, no desenvolvimento e na progressão do câncer, mas para isso algumas cartilhas preventivas são mundialmente conhecidas – o poder do álcool e determinados vírus (vírus da Hepatite C) no desenvolvimento de cânceres de fígado, o tabaco e demais agentes tóxicos que podem ser inalados levando ao desenvolvimento dos cânceres de pulmão, a exposição aos raios ultravioletas em demasia nos casos de melanoma, a exposição a vírus no desenvolvimento do câncer de cólo de útero (vírus conhecidos como HPV – Papiloma vírus Humano) e assim por diante – estratégias de prevenção!

Por que não avançamos em uma vacina efetiva no tratamento do câncer?

Muito já se fez na área da oncologia e principalmente na imunobiologia dos tumores. As vacinações de alguma maneira induzem o sistema imunológico a responderem contra algo que foi previamente apresentado. O mesmo não poderia acontecer com o câncer? Retirar células tumorais de pacientes com câncer e induzir uma resposta imune contra aquele tumor? Ou ainda, transferir células competentes do sistema imune para os pacientes com câncer? Esta prática atualmente é realizada em alguns casos de Clinical Trials e ganhou, segundo a comunidade médica e científica, a bandeira de revelação da ciência moderna no tratamento do câncer – a este chamamos de Imunoterapia – princípio que se utiliza células do próprio paciente, antígenos tumorais e anticorpos para tratamento dos diversos tipos de câncer. Apesar de promissor, esta técnica é um pouco diferente da simples transferência. Para que este processo seja realizado com uma chance de sucesso é necessário selecionar uma população específica de células do sistema imune do paciente conhecido como células apresentadoras de antígenos (APC´s) as quais in vivo, ou seja, dentro do organismo são capazes de reconhecer células transformadas (tumorais), processar, destruir e apresentar fragmentos oriundos do tumor para uma outra população de células capazes de perseguir, estimular demais células do sistema imune e destruir as células tumorais cada vez que a encontrarem. Como células do sistema imune dos pacientes com câncer não são muitos eficientes em realizar esta função, nós conferimos “super poderes” a elas no laboratório. Aos poucos estamos descobrindo novos capítulos que limitam uma eficácia. No próximo artigo, falarei um pouco mais sobre essas limitações.

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