Entrevista com a chef Luciana Lazzari

A chef Luciana Lazzari conta para a Revista Brasilianas como surgiu a paixão pela culinária, a mudança de profissão e os desafios da vida da esposa expatriada.

Revista Brasilianas – Conta para gente como surgiu o interesse pela culinária?

Luciana Lazzari – Não posso dizer que cresci na cozinha vendo minha mãe ou minha avó cozinhar. A verdade é que quase ninguém da minha família gosta da cozinha, e eu jamais pensei que um dia iria me dedicar tanto à culinária. Depois de casar, a necessidade de aprender a cozinhar aumentou! Ainda mais tendo uma sogra que é uma cozinheira de mão cheia. Eu comecei a perceber que aquilo era o pedacinho que estava faltando! Meu marido foi transferido para os EUA, e de lá para Suíça. Então eu tive a oportunidade de ser apresentada a várias culturas e, com isso, a diferentes tipos de culinária. Na Suíça me aventurei, coloquei minha paixão em prática e abri um negócio fazendo bolos de aniversário e cupcakes. E, como eu já previa, adorei! E não quero mais sair da cozinha!

RB – Mas como foi esse processo de aprendizagem, mudança de profissão?

LL – Depois de trabalhar no Brasil na área de marketing, e sem conseguir dar continuidade à minha carreira nos EUA, decidi dedicar-me a alguma coisa que eu realmente gosto e que poderia aplicar e levar comigo para onde quer que eu fosse. Em 2012, fiz minha matrícula na Culinary Institute LeNôtre (www.culinaryinstitute.edu), em Houston. A escola não é muito grande e cada turma conta com no máximo 12 alunos, sempre acompanhados de perto pelos chefs, na maioria franceses e que falam inglês muito bem. As aulas vão de segunda à quinta, e você tem a opção de escolher período da manhã, tarde ou noite. O tempo de duração do curso depende do que você escolher fazer. O custo varia de acordo com o curso escolhido e sua situação no país, e pode ser financiado em muitas vezes. A escola fornece uniforme, equipamentos (set de facas, mochila etc.) e ingredientes. Ao pagar sua mensalidade, o estudante não tem mais qualquer outro custo adicional. A escola também oferece cursos gratuitos de francês.

RB – Como funciona para conseguir habilitação na nova profissão?

LL – Como o sistema educacional dos Estados Unidos é um pouco diferente do Brasil, se você já tem segundo grau ou faculdade pode optar por fazer um curso de 50 semanas, sem as ‘adoradas’ matérias de matemática, geografia, química etc. Pode optar também em fazer um curso profissionalizante, que inclui matemática e tudo mais, caso não tenha segundo grau – esse tem duração média de 100 semanas. No final do curso, depois de ter completado todas as aulas e passado em todas as matérias, há o estágio obrigatório com duração de dez semanas. A escola tem convênio com os melhores restaurantes da cidade, além de um convênio com duas instituições (escolas hotel) na França!

RB – Imagino que seja um desafio …

LL – O dia a dia é como se você estivesse na cozinha de um restaurante. No começo não sabia muito bem para que lado correr, mas depois de uma semana ou duas entendi a mecânica da aula, do chef e da escola. Todas as quintas-feiras, o chef nos passa o menu da próxima semana, que deve ser estudado em casa. Na segunda-feira já chegamos à aula sabendo qual técnica vamos aprender, quais ingredientes vamos usar. Todo mundo trabalha junto e o fato de a turma ser pequena facilita muito o aprendizado. Mas, como em qualquer trabalho ou sala de aula, tem sempre o folgado, o esperto, o que se acha e os outros que serão seus amigos.

RB – Podemos dizer que hoje o esforço valeu a pena?

LL – Claro, hoje em dia, faço alguns trabalhos como personal chef e ofereço jantares na minha casa através do site www.eatwith.com. A experiência de viver fora, e ao mesmo tempo ter a oportunidade de realizar o sonho de completar o curso de culinária com “Golden Award” vale todos os esforços, todas as queimaduras no forno e no fogão! Para mim, não existe nada que traga mais felicidade do que a satisfação pessoal e profissional ao mesmo tempo, e isso eu encontro na cozinha!

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