Brasília: impeachment chega a semana decisiva

Brasília: impeachment chega a semana decisiva

Mais uma vez os olhares de milhões de brasileiros se voltam para Brasília numa semana decisiva para o futuro do nosso país. Tão decisiva que, desde a derrocada de Collor, não se viam tantos holofotes voltados para a capital do Brasil. Ao menos é o que dizem por aqui.

O que essa semana tem de incomum já está na boca dos brasileiros: o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A votação do processo de impedimento no plenário da Câmara, por todos os 513 deputados, está marcada para começar na próxima sexta-feira (15). O processo ganha status de grande acontecimento, já que sua duração pode ser maior do que três dias, e será inclusive transmitida ao-vivo por alguns canais de televisão.

A aposta é de que a votação mobilize milhares de brasileiros favoráveis e contra o impeachment nos gramados da Esplanada dos Ministérios. Para isso, e para evitar confrontos entre os dois lados, foi construído um muro dividindo o eixo monumental em dois. Ganhamos, à véspera de um dos momentos mais delicados da política brasileira, um muro erguido a favor da democracia. Mas que democracia é essa que cria muros?

Os próximos dias em Brasília serão imprevisíveis. Mas uma coisa é certa: assistiremos os dois lados vomitarem certezas e placares de votação. Neste meio tempo, governo e oposição brincam no jogo de quem dá mais em troca de votos. Governo com a máquina na mão, o que inclui emendas parlamentares, cargos, ministérios e outras coisas que podem ser usadas como moeda de troca. Oposição com o infinito e além. Quem sairá vitorioso nesse jogo de forças é o que saberemos nos próximos dias.

O fato é que hoje, 60% dos brasileiros querem ver Dilma fora da presidência do Brasil. 58% dos entrevistados pelo Data Folha pedem também a saída de Temer, o que demonstra que a população já começa a acordar para um outro cenário: o de novas eleições. Embora não haja previsão na Constituição Federal, poderia ser apresentada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a fim de antecipar novas eleições para outubro, uma vez que a estrutura das eleições municipais já estaria montada.

A verdade é que a falta de governabilidade da presidente Dilma cria um fenômeno assustador: mesmo se vencer o impeachment, a presidente já está condenada pela população e pela mídia. Condenação que deveria se estender a Temer, eleito em chapa única com Dilma. Começar novamente, com governantes eleitos e aceitos pelo povo, pode ser o caminho mais viável para que o Brasil volte a crescer.  

 

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